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Ballet L 70 min R$ 50,00 a R$ 120,00

Deborah Colker
"Cão Sem Plumas"

Teatro Goiânia

S. Central - Goiânia - GO

Endereço

Av. Anhangüera, 67
S. Central - Goiânia - GO

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Compre pelo telefone de segunda a sábado das 11h às 19h

(62) 4052-0016

Temporada

Quarta e Quinta 21h

09 de Agosto de 2017

Ingressos

R$ 50,00 a R$ 120,00

Promoção Itaucard

50% de desconto para clientes Itaucard.

Promoção pessoal e intransferível para o titular do cartão na compra de um ingresso inteiro. Válido somente para 1 apresentação do espetáculo, mediante pagamento com cartões participantes da promoção.

Descontos

50% para pessoas de idade igual ou superior a 60 anos.
50% para estudantes.

Cartão Petrobras e Força de Trabalho:
50% na compra de até 2 ingressos por apresentação.

Ficha Técnica

Criação, Coreografia e Direção: DEBORAH COLKER
Direção Executiva: JOÃO ELIAS
Direção Cinematográfica e Dramaturgia: CLÁUDIO ASSIS
Direção de Arte e Cenografia: GRINGO CARDIA
Direção Musical: JORGE DÜ PEIXE e BERNA CEPPAS participação especial LIRINHA
Figurino: CLÁUDIA KOPKE
Desenho de Luz: JORGINHO DE CARVALHO

Valores

Plateia Inferior:
R$ 120,00 inteira
R$ 60,00 meia

Plateia Superior:
R$ 100,00 inteira
R$ 50,00 meia

Deborah Colker faz em Cão sem plumas, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. A estreia internacional acontece em 3 de junho, no Teatro Guararapes, em Recife. A Cia. Deborah Colker conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995.

Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”. A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno.

“O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, diz Deborah.
A dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos 13 bailarinos. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando coreógrafa, cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias do limite entre sertão e agreste até Recife.

A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco. Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde o trabalho de estreia, Vulcão (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke. A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia.

Os bailarinos se cobrem de lama, alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O animal que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de Geografia da fome e Homens e caranguejos, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do mangue beat. O movimento mesclava regional e universal, tradição e tecnologia. Como Deborah faz.

Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco. Também se valeu de samba, jongo, kuduro e outras danças populares.

“Minha história é uma história de misturas”, afirma ela.
Tendo a Petrobras como mantenedora desde 1995, seu grupo se firmou como fenômeno pop em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999). Os espetáculos Nó (2005), Cruel (2008), Tatyana (2011) e Belle (2014) trataram de temas existenciais, como os afetos. Em Cão sem plumas, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira.

“Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso
é João Cabral”, diz ela.

Reconhecida internacionalmente, Deborah recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na
categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no
mundo). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo. Em 2016, foi a diretora
de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro
João Cabral vivia em Barcelona, como diplomata, quando leu numa revista que a
expectativa de vida no Recife era menor do que na Índia. A notícia foi o impulso para fazer
O cão sem plumas. Publicou em 1953 O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de
sua nascente à cidade do Recife e, três anos depois, sua obra mais conhecida, Morte e vida
severina. Sua poesia, das mais importantes do Brasil, é marcada pelo rigor e pela rejeição
a sentimentalismo.

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Ballet L 70 min

Deborah Colker "Cão Sem Plumas"

Teatro Goiânia

S. Central - Goiânia - GO

Deborah Colker faz em Cão sem plumas, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. A estreia internacional acontece em 3 de junho, no Teatro Guararapes, em Recife. A Cia. Deborah Colker conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995.

Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”. A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno.

“O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, diz Deborah.
A dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos 13 bailarinos. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando coreógrafa, cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias do limite entre sertão e agreste até Recife.

A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco. Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde o trabalho de estreia, Vulcão (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke. A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia.

Os bailarinos se cobrem de lama, alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O animal que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de Geografia da fome e Homens e caranguejos, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do mangue beat. O movimento mesclava regional e universal, tradição e tecnologia. Como Deborah faz.

Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco. Também se valeu de samba, jongo, kuduro e outras danças populares.

“Minha história é uma história de misturas”, afirma ela.
Tendo a Petrobras como mantenedora desde 1995, seu grupo se firmou como fenômeno pop em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999). Os espetáculos Nó (2005), Cruel (2008), Tatyana (2011) e Belle (2014) trataram de temas existenciais, como os afetos. Em Cão sem plumas, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira.

“Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso
é João Cabral”, diz ela.

Reconhecida internacionalmente, Deborah recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na
categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no
mundo). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo. Em 2016, foi a diretora
de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro
João Cabral vivia em Barcelona, como diplomata, quando leu numa revista que a
expectativa de vida no Recife era menor do que na Índia. A notícia foi o impulso para fazer
O cão sem plumas. Publicou em 1953 O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de
sua nascente à cidade do Recife e, três anos depois, sua obra mais conhecida, Morte e vida
severina. Sua poesia, das mais importantes do Brasil, é marcada pelo rigor e pela rejeição
a sentimentalismo.