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Dança 12 55 min R$ 5,00 a R$ 10,00

Pai Contra Mãe
Cia Fusion De Dança

Endereço

R. da Bahia, 2244
Lourdes - Belo Horizonte - MG

ver google maps

Compre pelo telefone de segunda a sábado das 11h às 19h

(31) 2626-1015

Temporada

Segunda 20h

13 de Fevereiro de 2017

Ingressos

R$ 5,00 a R$ 10,00

Descontos

50% para pessoas de idade igual ou superior a 60 anos.
50% para estudantes.
15% para sócio do Minas Tênis Clube
25% para OS PRIMEIROS 60 clientes Bradesco

Informações

-É expressamente proibido o consumo de alimentos e bebidas no interior do Teatro.
-Quando for permitido a entrada após o início do espetáculo perde-se o direito ao lugar marcado.
-Devolução de ingresso até 96hs antes do evento.

Valores

R$ 10,00 inteira
R$ 5,00 meia

Sete corpos dançantes trazem ao palco os desafios de ser negro e de ser mulher em uma sociedade ainda desigual e opressora. Inspirado no conto homônimo de Machado de Assis, ""Pai contra mãe"" busca, por meio da linguagem das danças urbanas, tematizar e promover reflexão acerca de questões que perpassam nossa memória e nosso presente, em que as feridas da escravidão do passado ainda não se cicatrizaram e se multiplicam pela associação de antigas, porém persistentes, e novas mazelas da nossa sociedade: o racismo, a violência, o sexismo, a ânsia por poder e a vaidade humana.

No Brasil, até 1871, ano da promulgação da Lei do Ventre Livre, o filho da escrava não era seu, e sim de seu senhor, que com ele poderia fazer o que quisesse. O que se passa pela cabeça de uma mãe prestes a ter um filho que não terá a oportunidade de ser dono de si e de seus atos? Fugir. Ir em busca da liberdade a todo custo. Procurar na clandestinidade o sentimento de ser, pela primeira vez, dona de si. Isto é parte do que trata o conto “Pai contra mãe”, de Machadode Assis.

O outro lado da história fala de um pai livre da senzala, mas escravo das suas necessidades, as quais são tão urgentes que não lhe permitem tirar muito tempo para questionar o status quo. A fome e o desejo de manter sua família unida não dão espaço para conflitos morais. Esta história parece datada, mas pode ser facilmente transposta para os dias de hoje, em que muitos brasileiros continuam sendo escravizados e violentados de diversas maneiras.
Inspirada nesta história, a Cia. Fusion buscou, por meio da linguagem das danças urbanas, tematizar e promover reflexão acerca de questões que perpassam nossa memória e nosso presente, em que as feridas da escravidão do passado ainda não se cicatrizaram e se multiplicam pela associação de antigas, porém persistentes, e novas mazelas da nossa sociedade: o racismo, a violência, o sexismo, a ânsia por poder e a vaidade humana.

A proposta é lançar luz sobre questões relacionadas à violência, neste caso, a violência por que passa o povo negro, periférico, bem como a violência contra a mulher. Sobre a relação do conto com as questões de gênero, vale dizer que, mesmo tendo sido escrita há bastante tempo, a obra já discutia questões que ainda hoje reverberam contemporâneas, como as diferentes formas de se tratar um homem e uma mulher na sociedade. “Ainda que de forma bastante sutil, a discussão sobre gênero já está colocada no texto do século XIX, e, agora, neste espetáculo do século XXI, fica escancarada. Esse assunto é um dos pontos mais importantes da construção desta montagem, fazendo, por isso, bastante sentido que fosse pontuada no título do trabalho”, explica Isadora Rodrigues, integrante da companhia e produtora do espetáculo.

*Sinopse sob total responsabilidade da produção do evento.

Dança 12 55 min

Pai Contra Mãe Cia Fusion De Dança

Teatro Bradesco BH

Lourdes - Belo Horizonte - MG

Sete corpos dançantes trazem ao palco os desafios de ser negro e de ser mulher em uma sociedade ainda desigual e opressora. Inspirado no conto homônimo de Machado de Assis, ""Pai contra mãe"" busca, por meio da linguagem das danças urbanas, tematizar e promover reflexão acerca de questões que perpassam nossa memória e nosso presente, em que as feridas da escravidão do passado ainda não se cicatrizaram e se multiplicam pela associação de antigas, porém persistentes, e novas mazelas da nossa sociedade: o racismo, a violência, o sexismo, a ânsia por poder e a vaidade humana.

No Brasil, até 1871, ano da promulgação da Lei do Ventre Livre, o filho da escrava não era seu, e sim de seu senhor, que com ele poderia fazer o que quisesse. O que se passa pela cabeça de uma mãe prestes a ter um filho que não terá a oportunidade de ser dono de si e de seus atos? Fugir. Ir em busca da liberdade a todo custo. Procurar na clandestinidade o sentimento de ser, pela primeira vez, dona de si. Isto é parte do que trata o conto “Pai contra mãe”, de Machadode Assis.

O outro lado da história fala de um pai livre da senzala, mas escravo das suas necessidades, as quais são tão urgentes que não lhe permitem tirar muito tempo para questionar o status quo. A fome e o desejo de manter sua família unida não dão espaço para conflitos morais. Esta história parece datada, mas pode ser facilmente transposta para os dias de hoje, em que muitos brasileiros continuam sendo escravizados e violentados de diversas maneiras.
Inspirada nesta história, a Cia. Fusion buscou, por meio da linguagem das danças urbanas, tematizar e promover reflexão acerca de questões que perpassam nossa memória e nosso presente, em que as feridas da escravidão do passado ainda não se cicatrizaram e se multiplicam pela associação de antigas, porém persistentes, e novas mazelas da nossa sociedade: o racismo, a violência, o sexismo, a ânsia por poder e a vaidade humana.

A proposta é lançar luz sobre questões relacionadas à violência, neste caso, a violência por que passa o povo negro, periférico, bem como a violência contra a mulher. Sobre a relação do conto com as questões de gênero, vale dizer que, mesmo tendo sido escrita há bastante tempo, a obra já discutia questões que ainda hoje reverberam contemporâneas, como as diferentes formas de se tratar um homem e uma mulher na sociedade. “Ainda que de forma bastante sutil, a discussão sobre gênero já está colocada no texto do século XIX, e, agora, neste espetáculo do século XXI, fica escancarada. Esse assunto é um dos pontos mais importantes da construção desta montagem, fazendo, por isso, bastante sentido que fosse pontuada no título do trabalho”, explica Isadora Rodrigues, integrante da companhia e produtora do espetáculo.